Gênero, imersão e empreendedorismo: sexo frágil, laços fortes?



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Gláucia Maria Vasconcellos Vale
Ana Carolina Ferreira Serafim
Armindo dos Santos de Sousa Teodósio

Resumo

Homens e mulheres estiveram, historicamente, imersos em redes sociais distintas. Quanto tal fato poderia estar repercutindo, ainda hoje, na situação das mulheres, enquanto empreendedoras? Apesar de sua importância, a literatura sobre empreendedorismo feminino, imersão e redes sociais é relativamente recente. O presente trabalho, de cunho teórico-empírico, avança nesse campo, ao analisar, no contexto de uma metodologia quantitativa, o processo de criação de empresas de mulheres, comparando-o com o dos homens. Conclui-se que existem diferenciações tanto na natureza da imersão como na maneira como as mulheres utilizam as redes na construção de seus empreendimentos. As mulheres recorrem, relativamente mais, a laços que lhe são mais próximos, para informações e suporte. O artigo apresenta quatro tipos de contribuições. No plano teórico oferece alguns elementos para a reflexão sobre a universalidade versus as peculiaridades do comportamento empreendedor e avança na compreensão e operacionalização do conceito de imersão. No plano metodológico, além do caráter inédito da pesquisa quantitativa e comparativa, também introduz, como inovação, um conjunto de indicadores sobre imersão. No plano prático, ao desvendar aspectos pouco conhecidos da dinâmica empreendedora feminina, gera subsídios para a concepção de políticas públicas.

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Como Citar
Vale, G. M. V., Serafim, A. C. F., & Teodósio, A. dos S. de S. (1). Gênero, imersão e empreendedorismo: sexo frágil, laços fortes?. Revista De Administração Contemporânea, 15(4), 631-649. https://doi.org/10.1590/S1415-65552011000400005
Seção
Artigos