Previsão não-linear de retornos na BOVESPA: volume negociado em um modelo auto-regressivo de transição suave



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Robert Aldo Iquiapaza
Aureliano Angel Bressan
Hudson Fernandes Amaral

Resumo

Neste artigo, avalia-se a capacidade preditiva de um modelo auto-regressivo de transição logística suave (lstar) na geração de retornos estatisticamente significativos, quando se utiliza como variável de transição o volume negociado e o próprio retorno defasado, para o índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo, analisado em termos diários entre os anos de 1996 e 2006. A justificativa para a inclusão do volume encontra-se em características do mercado e em algumas evidências de finanças comportamentais, que indicam que existe uma relação negativa entre volume e retornos futuros. O modelo possui, em geral, bom ajuste aos dados, embora não tenha a capacidade de gerar lucros reais adicionais, se os custos de transação são de 0.5% por operação. Para custos menores existe certa capacidade de previsão, embora inferior à de um modelo ar(1) e da estratégia de comprar e manter. considerando o risco, para custos de 0.035% por operação, o modelo auto-regressivo possibilita a obtenção de um índice de sharpe 20% maior do que com a estratégia de comprar e manter.

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Como Citar
Iquiapaza, R. A., Bressan, A. A., & Amaral, H. F. (1). Previsão não-linear de retornos na BOVESPA: volume negociado em um modelo auto-regressivo de transição suave. Revista De Administração Contemporânea, 14(1), 149-171. https://doi.org/10.1590/S1415-65552010000100009
Seção
Artigos