Formas plurais no franchising de alimentos: evidências de estudos de caso na França e no Brasil



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Vivian Lara S. Silva
Paulo Furquim de Azevedo

Resumo

O problema de formas plurais é importante tema de interesse na literatura dedicada ao franchising. A coexistência de lojas próprias e unidades franqueadas em uma mesma rede é fato bem conhecido, merecendo a grande atenção que vem recebendo dos pesquisadores. Acontece, porém, que formas organizacionais no franchising são mais diferenciadas do que sugere a literatura. De fato, informações oriundas de 21 estudos de caso, realizados na França e no Brasil, evidenciam a existência, em acréscimo à hierarquia (lojas próprias), de três opções de contratos de franquia: 1) franquia convencional; 2) franquia parcial e 3) contrato de locação de gerência, os quais diferem entre si em termos da exigência de capital, incentivo e divisão de riscos. É observado o emprego combinado de lojas próprias, com um ou mais dos formatos contratuais identificados, referindo-se a um portfólio de formas organizacionais na regência das transações. O ambiente institucional revela-se a principal variável explicativa das particularidades observadas no uso de formas plurais na França e no Brasil. Em especial, tem-se o sistema legal e as incertezas relacionadas às decisões judiciais como as principais razões pelas quais as redes com operação no mercado brasileiro não exploram por completo a diversidade dos contratos de franquia como identificado na França/Europa.

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Como Citar
Silva, V. L. S., & Azevedo, P. F. de. (1). Formas plurais no franchising de alimentos: evidências de estudos de caso na França e no Brasil. Revista De Administração Contemporânea, 11(spe1), 129-152. https://doi.org/10.1590/S1415-65552007000500007
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Paulo Furquim de Azevedo, Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade; Fundação Getúlio Vargas Escola de Economia de São Paulo

Doutor em Economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV). Suas áreas de interesse em pesquisa são defesa da concorrência, estratégias empresariais, organização dos mercados e da firma, competitividade, contratos e capacitação tecnológica