Capacidades Dinâmicas e Ambidestria: Como estes Conceitos se Relacionam?

Silvio Popadiuk, Aruana Rosa Souza Luz, Caroline Kretschmer

Resumo

As literaturas de ambidestria e capacidades dinâmicas contribuíram para discussões de gestão estratégica que buscam explicar como empresas alcançam e sustentam vantagens competitivas. Porém, poucos trabalhos dedicaram-se a entender como essas literaturas se inter-relacionam no nível de microfundamentos de sensing, seizing e reconfiguring de Teece (2007). A fim de preencher essa lacuna, investigamos trabalhos anteriores sobre teorias de estratégia e organizações que discutem a relação ambidestria-capacidades dinâmicas mediante uma revisão sistemática da literatura complementada por uma técnica de bola de neve (também propomos um modelo conceitual). A revisão da literatura que integra as duas abordagens mostra que os autores geralmente entendem a ambidestria como uma capacidade dinâmica. Além disso, nosso modelo revela elementos convergentes entre as duas literaturas como aprendizado; fontes de informação; design organizacional; gestão de recursos escassos, aumento de recursos através de terceirização e alianças; o papel da alta gerência e a participação das equipes nas decisões; por fim, a relevância da especialização de ativos e a governança organizacional. Com este artigo, pretendemos contribuir para a literatura ao sintetizar os trabalhos anteriores que relacionaram ambidestria e capacidades dinâmicas, propor um modelo conceitual baseado nos microfundamentos e identificar avenidas para pesquisas futuras.

Palavras-chave

capacidades dinâmicas; ambidestria; exploração; explotação; microfundamentos

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