Rebalanceamento da Estrutura de Capital: Endividamento Setorial e Folga Financeira



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Anderson Luis Saber Campos
Wilson Toshiro Nakamura

Resumo

Admitindo-se um modelo em que o endividamento das empresas é fortemente influenciado pelo lado da oferta de recursos pelo fato de os credores e investidores (usuários do CAPM e de múltiplos de mercado) avaliarem sua exposição e nível de risco em bases relativas (empresas similares). Esse comportamento induz a estrutura de capital-alvo das empresas ao endividamento mediano do setor, restando aos gestores apenas gerenciar sua estrutura de capital em torno desse valor (folga financeira). Como objetivo, investigou-se o papel da folga financeira, avaliada como uma medida de endividamento relativo, e do endividamento setorial sobre o rebalanceamento da estrutura de capital das empresas. Para tanto, utilizou-se uma amostra inicial de empresas americanas com 32.309 observações-ano para estimar as medianas setoriais de 64 setores e uma subamostra de 5.380 observações, representando ainda 58 setores, para a construção de um painel balanceado por um período de 20 anos. Os resultados do painel dinâmico para o endividamento contábil indicam que o endividamento da empresa tende a acompanhar o endividamento setorial, porém tendem a reverter sua tendência em um período de dois anos. A velocidade de reversão está associada à folga financeira, ou seja, empresas mais distantes do endividamento mediano do seu setor convergem mais rapidamente.

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Como Citar
Campos, A. L. S., & Nakamura, W. T. (1). Rebalanceamento da Estrutura de Capital: Endividamento Setorial e Folga Financeira. Revista De Administração Contemporânea, 19(spe1), 20-37. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20151789
Seção
Artigos