As corporalidades do trabalho bailarino: entre a exigência extrema e o dançar com a alma



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Dóris Dornelles de Almeida
Maria Tereza Flores-Pereira

Resumo

O contexto de desenvolvimento das pesquisas de corpo na Administração requer uma investigação que permita uma compreensão corporificada (não representacional) desse campo do conhecimento. Para isso, refletimos sobre estudos de corpo e corporalidades nos campos da Administração e da Dança (ballet), assim como informações de uma etnografia realizada em uma importante companhia de dança brasileira, a Dançar Companhia de Dança (nome fictício). O objetivo deste artigo é investigar como os bailarinos da Dançar corporificam (embody) seu trabalho bailarino. Apontamos para três importantes processos de corporificação do trabalho bailarino, quer sejam: a corporificação das dores e lesões, a corporificação de um tipo de corpo e de movimentação corporal e, por fim, a dificuldade de corporificar o dançar com a alma. Compreendemos que tais corporalidades se constituem a partir de um contexto mais amplo do que o da organização Dançar, pois incluem questões de hierarquia e disciplina, assim como composições sócio-histórico-culturais do campo da dança. Sob a perspectiva prática, analisamos que a exigência - organizacional e do campo da dança - por tais corporalidades acarreta tanto o uso extremo do corpo bailarino, quanto a vivência limitada da dança por esses trabalhadores artistas.

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Como Citar
Almeida, D. D. de, & Flores-Pereira, M. T. (1). As corporalidades do trabalho bailarino: entre a exigência extrema e o dançar com a alma. Revista De Administração Contemporânea, 17(6), 720-738. https://doi.org/10.1590/S1415-65552013000600006
Seção
Artigos