Capacitação tecnológica dos laboratórios farmacêuticos oficiais



Artigo principal Conteúdo

Eduardo Rangel de Oliveira
José Vitor Bomtempo Martins
Cristiane Quental

Resumo

Este artigo estuda a capacitação tecnológica dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais [LFO] do Brasil. A análise da capacitação tecnológica pode iluminar ações próprias e governamentais para um melhor desempenho das funções básicas dos LFO, assim como para a incorporação de novas funções, em particular em gestão da inovação. O estudo inspira-se em pesquisas realizadas por Figueiredo (2000, 2003a, 2003b) e Figueiredo e Ariffin (2003) para construir uma grade de análise adaptada às peculiaridades da indústria farmacêutica e à legislação sanitária vigente. A grade permite mapear, nas diferentes dimensões da capacitação tecnológica (instalações, processos, produtos, equipamentos, capacidade organizacional e gestão do conhecimento), o grau de desenvolvimento alcançado pelos LFO (rotineiro ou inovador). Os LFO apresentam capacitação tecnológica rotineira desenvolvida especialmente em Produtos e Processos. Encontram-se diferenças significativas nas demais dimensões. Quanto às capacitações inovadoras, os LFO pouco avançaram. O principal problema de curto prazo reside na dispersão dos esforços de capacitação. Em razão da base atual e dos esforços, as perspectivas em Instalações, Processos e Capacidade Organizacional são positivas. Entretanto, o menor investimento em Produtos e Gestão do Conhecimento pode colocar em risco essas capacitações no futuro.

Histórico de Downloads

Não há dados estatísticos.


Detalhes do artigo

Como Citar
Oliveira, E. R. de, Martins, J. V. B., & Quental, C. (1). Capacitação tecnológica dos laboratórios farmacêuticos oficiais. Revista De Administração Contemporânea, 12(4), 953-974. https://doi.org/10.1590/S1415-65552008000400004
Seção
Artigos