Avaliação de métodos de exigência de capital para risco de ações no Brasil



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Gustavo Silva Araújo
João Maurício de Souza Moreira
Ricardo dos Santos Maia Clemente

Resumo

Este trabalho examina quatro métodos de determinação da exigência de capital para cobertura de risco de mercado de instituições financeiras, decorrente da exposição em ações e seus derivativos, excetuando-se o caso de opções. Para as simulações são montadas duas carteiras com ativos que compõem o Ibovespa. Os métodos avaliados seguem as orientações do Comitê de Basiléia, inserindose o primeiro método na abordagem padronizada e os demais na de modelos internos, que utilizam o conceito de Valor em Risco (VaR). Os métodos de VaR empregados são: histórico, diagonal e alisamento exponencial (RiskmetricsTM). A aferição destes métodos segue metodologia indicada por Basiléia, que se baseia no VaR para o horizonte de 1 dia. Adicionalmente, aplica-se o teste de Kupiec para proporção de exceções, verifica-se o número de observações que ultrapassam a exigência de capital para cada método, bem como a magnitude das diferenças entre o capital exigido e as perdas verificadas. Embora o método histórico tenha apresentado um melhor desempenho do VaR, os melhores resultados no tocante à exigência de capital são obtidos pelo método de alisamento exponencial.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Araújo, G. S., Moreira, J. M. de S., & Clemente, R. dos S. M. (1). Avaliação de métodos de exigência de capital para risco de ações no Brasil. Revista De Administração Contemporânea, 9(2), 121-144. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000200007
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Gustavo Silva Araújo, Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Mestre em Finanças pelo IAG/PUC-Rio. Professor do IAG/PUC-Rio e Pesquisador do Departamento de Estudos e Pesquisas do Banco Central do Brasil. Suas áreas de interesse em pesquisa são derivativos e risco.

João Maurício de Souza Moreira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em Finanças pelo COPPEAD/UFRJ. Pesquisador do Departamento de Estudos e Pesquisas do Banco Central do Brasil. Sua área de interesse em pesquisa é risco de instituições financeiras.

Ricardo dos Santos Maia Clemente, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza

Arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza. Analista do Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central do Brasil. Sua área de interesse em pesquisa é tecnologia da informação.