Laços sociais e formação de arranjos organizacionais cooperativos - proposição de um modelo de análise



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Fernando Dias Lopes
Mariana Baldi

Resumo

Os benefícios estratégicos e econômicos entram como primeira consideração na formação e gerenciamento de arranjos cooperativos (LANE; BEAMISH, 1990); no entanto pesquisas têm mostrado que fatores socioculturais exercem papel significativo no desempenho desses arranjos organizacionais (EBERS, 1997; GULATI, 1998; RING; VAN DE VEN, 1994); e que os fatores econômicos e tecnológicos, por sua vez, estão imersos em relações sociais, sendo moldados por elas (GRANOVETTER, 1985; POLANYI, 1944; UZZI, 1997). Considerando as diferentes fases do processo de formação de arranjos organizacionais cooperativos (GULATI, 1998), pode-se afirmar que os laços sociais exercem influências distintas em cada uma das fases, sendo esta variação dependente do tipo de arranjo. Este artigo constitui ensaio teórico com a proposição de um modelo de análise sobre a relação entre laços sociais e a formação de arranjos organizacionais cooperativos. A primeira parte apresenta o argumento central e as pressuposições básicas do estudo. A segunda parte compõe-se de uma revisão do conceito de arranjos organizacionais cooperativos e a influência dos aspectos sociais. A terceira parte constitui uma revisão do conceito de laços sociais. A última parte apresenta o modelo e recomendações para realização de testes empíricos.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Lopes, F. D., & Baldi, M. (1). Laços sociais e formação de arranjos organizacionais cooperativos - proposição de um modelo de análise. Revista De Administração Contemporânea, 9(2), 81-101. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000200005
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Fernando Dias Lopes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em Administração pela UFRGS/EA/PPGA e Mestre em Administração UFSC/CPGA. Professor do PPGA/UFRN. Suas áreas de interesse em pesquisa são gerência internacional, teorias organizacionais contemporâneas e poder.

Mariana Baldi, Universidade do Rio Grande do Sul

Doutora em Administração pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS/EA/PPGA) e Mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/CPGA). Pesquisadora DCR pela FAPERN/CNPq na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Suas áreas de interesse em pesquisa são imersão social, novas formas organizacionais e teorias organizacionais contemporâneas.