A proposição de uma taxonomia para análise da gestão ambiental no Brasil



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Sandra Simm Rohrich
João Carlos da Cunha

Resumo

Este trabalho propõe uma taxonomia para sistemas de gestão ambiental de organizações industriais e analisa a relação da gestão ambiental com a inovação tecnológica adotada. As organizações têm demonstrado comportamentos diferenciados quanto às políticas de gestão, recursos aplicados e instrumentos de controle de gestão ambiental, mesmo quando têm um Sistema de Gestão Ambiental certificado. A pesquisa foi realizada em 37 organizações industriais no Brasil e os dados foram analisados com as técnicas de análise fatorial, o teste estatístico Kruskal-wallis e a análise de Clusters. O estudo propõe um modelo de seis fatores para análise da gestão ambiental nas empresas: controle, prevenção (formalização, crescimento, prevenção e cadeia de prevenção) e proatividade. As empresas pesquisadas, certificadas pela norma ISO 14.001, enquadraram-se em três grupos: controle, prevenção e proatividade. O modelo sugerido demonstrou ser válido como um aperfeiçoamento do modelo de classificação da política ambiental proposto por Hunt e Auster (1990). Os diversos grupos de empresas diferenciaram-se também em termos de comportamentos quanto às inovações tecnológicas de processo e origem das tecnologias adotadas.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Rohrich, S. S., & Cunha, J. C. da. (1). A proposição de uma taxonomia para análise da gestão ambiental no Brasil. Revista De Administração Contemporânea, 8(4), 81-97. https://doi.org/10.1590/S1415-65552004000400005
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Sandra Simm Rohrich, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Graduada em Administração de Empresas pela Faculdade de Administração e Economia (FAE). Professora do Curso de Administração de Empresas das Faculdades SPEI (Sociedade Paranaense de Ensino e Informática). Suas áreas de interesse em pesquisa são gestão ambiental e inovação tecnológica.

João Carlos da Cunha, Universidade de São Paulo

Doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Professor Titular em Negócios Internacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Suas áreas de interesse em pesquisa são inovação tecnológica, competitividade, arranjos produtivos.