Gestão de competências nas relações de trabalho: o que pensam os sindicalistas?



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Marcus Vinicius Gonçalves da Cruz
Amyra Moyzes Sarsur
Wilson Aparecido Costa de Amorim

Resumo

O cenário macroeconômico no Brasil tem apontado para melhorias no mercado de trabalho e indicadores de emprego e renda, contexto que deveria favorecer a ação sindical. O que se observa, entretanto, é a manutenção de parâmetros tradicionais nas relações de trabalho. Este artigo objetiva analisar, sob a distinta ótica dos sindicatos, em que medida a implantação dos sistemas de gestão de competências tem sido objeto de ação sindical, tendo em vista sua adoção por boa parte das grandes organizações, e o fato de esta ser considerada uma ferramenta moderna de gestão empresarial e de pessoas. A abordagem metodológica privilegiou o enfoque qualitativo, utilizando pesquisa documental e de campo. As etapas de pesquisa constaram de: (a) levantamento bibliográfico; (b) consulta a bases de dados relacionais; (c) realização de painel de especialistas; e (d) grupo de foco. Os resultados apontam que a gestão de competências é um termo ausente nas negociações coletivas e desconhecido pelos sindicatos, reduzindo-se a ações de identificação e combate ao assédio moral e a metas abusivas, pauta central de reivindicações. Na mesma medida, o Estado não assume seu papel como agente indutor da melhoria das competências, e as organizações mantêm sua ação imperativa sobre os trabalhadores.

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Como Citar
Cruz, M. V. G. da, Sarsur, A. M., & Amorim, W. A. C. de. (1). Gestão de competências nas relações de trabalho: o que pensam os sindicalistas?. Revista De Administração Contemporânea, 16(5), 705-722. https://doi.org/10.1590/S1415-65552012000500005
Seção
Artigos