Editorial

Rogério H. Quintella

Resumo

Com esta edição 16.1 da RAC – Revista de Administração Contemporânea, eu e a Professora Andréa Paula Segatto completamos, respectivamente, seis e oito anos como Editor Geral e Editora Executiva. Nesse período, passaram por minhas mãos cerca de mil artigos, dos quais trezentos e quarenta e dois foram publicados. Em maior ou menor grau, todos passaram por minha leitura, um aprendizado imenso, do qual muito me orgulho.

Nos dezesseis anos de existência da RAC, além de mim, atuaram como editores gerais os Professores Clóvis Machado-da-Silva, Cesar Gonçalves Neto e Tomas de Aquino Guimarães. Fomos, portanto, quatro editores gerais. No entanto, neste longo período tivemos apenas duas editoras executivas: Professora Valéria Silva da Fonseca e Professora Andréa Paula Segatto.

Em minha percepção, a RAC evoluiu continuamente desde sua criação, como demostram suas diversas indexações, suas quase seiscentas citações recebidas e os quase um milhão e duzentos mil acessos a seus artigos entre novembro de 2010 e novembro de 2011. Esses números significativos devem-se ao trabalho de uma equipe abnegada e extremamente profissional, à qual agradeço profundamente pela colaboração. Em particular, gostaria de citar as jovens senhoras Luciane Kato Kiwara, Nadia Cristina de Araujo Machuca e, evidentemente à Professora Andréa, sem cujas competências a RAC não teria chegado ao nível que chegou.

Não poderia deixar de agradecer também aos demais colegas do Conselho Editorial e do Corpo Editorial Científico da RAC, além das centenas de Avaliadores Científicos Ad-Hoc cujo nobilíssimo trabalho é quase anônimo. Outro agradecimento especial vai aos Editores-Associados com quem trabalhei neste período: Professores Jaime Evaldo Fensterseifer, Kleber Fossati Figueiredo, Alexandre de Pádua Carrieri e Roberto Costa Fachin.

Agradeço também às Diretorias da ANPAD em cujas gestões atuei como editor da revista, em particular aos Professores Carlos Osmar Bertero, Clóvis Machado-da-Silva, Jorge Ferreira da Silva e Tomas de Aquino Guimarães. Saliento ainda que desde agosto de 2006 acumulei a editoria da RAC com alguma de suas outras publicações: de 2007 a 2009 com a RAC-Eletrônica, de 2009 a 2010 com a BAR - Brazilian Administration Review, e, ao longo de 2011, com a TAC – Tecnologias de Administração e Contabilidade, sendo esta uma das razões para o exercício do cargo de Editor-Geral de Periódicos da ANPAD, cargo esse que agora se extingue.

A chegada da Sra. Maria Luiza Santana Lobo como nova editora executiva e do Professor Herbert Kimura como novo Editor Geral da RAC, certamente, trará um novo e vigoroso impulso para que o periódico continue a evoluir. O Professor Kimura, além do brilhante currículo acadêmico é uma pessoa extremamente afável e madura, razão pela qual fico absolutamente tranquilo quanto ao futuro da RAC.

Falemos agora sobre a edição que aqui se inicia:

O primeiro artigo desta edição, de autoria de Fábio Frezatti, Diógenes de Souza Bido, Ana Paula Capuano da Cruz, Marcelo Francini Girão Barroso, Maria José de Camargo Machado, é intitulado Decisões de Investimento em Ativos de Longo Prazo nas Empresas Brasileiras: Qual a Aderência ao Modelo Teórico? "O objetivo deste estudo foi verificar como as organizações brasileiras de grande porte tratam investimentos de longo prazo. O constructo teórico levou em conta tanto a literatura de estratégia quanto a de finanças, a partir das quais foram propostas hipóteses envolvendo a utilização de métodos e mecanismos para avaliação de investimentos".

O segundo artigo, de Suzana Braga Rodrigues e John Child, tem como título Building Social Capital for Internationalization. Este texto baseia-se em pesquisa realizada com 32 pequenas e médias empresas (PMEs) britânicas que exportam ou, tentam exportar, para o Brasil, além de agências britânicas que atuam na facilitação de negócios entre as PMEs britânicas e brasileiras. "A pesquisa apresentada neste trabalho confirma o valor do capital social no empreendedorismo internacional... A pesquisa também confirma a importância vital da confiança interpessoal na sustentação do capital social entre pequenas empresas".

Na sequência, temos o texto denominado Evolução de Conhecimentos no Relacionamento Comprador-Fornecedor, de Sérgio Fernando Loureiro Rezende, Walmir Marques de Andrade Lima e Ângela França Versiani. Estes autores buscaram "avaliar como o relacionamento comprador-fornecedor influencia a evolução de conhecimentos tecnológicos, de mercado e logística, de processo e relacional, dominados por ambos os atores".

O quarto artigo, Intervenientes na Transferência de Tecnologia Universidade-Empresa: o Caso PUCRS, de Lisiane Closs, Gabriela Ferreira, Cláudio Sampaio e Marcelo Perin, busca identificar e analisar intervenientes em processos relativos a patentes acadêmicas, "investigando pesquisadores e a gestora do Escritório de Transferência de Tecnologia (ETT), no estudo do caso da PUCRS". O caso escolhido pelos autores é uma das mais importantes e bem sucedidas experiências brasileiras na tentativa de aproximar a academia da iniciativa privada. "A existência do parque tecnológico na universidade facilitou a disseminação do conhecimento tácito entre a universidade e empresas. Assim, conciliar pesquisa, patenteamento e docência é uma dificuldade que requer atenção, pois os pesquisadores foram essenciais para o sucesso na comercialização de tecnologias acadêmicas".

A seguir, Cristiano de Oliveira Maciel, Alex Sandro Quadros Weymer e Paulo Otávio Mussi Augusto nos trazem o artigo intitulado Identificando os Condicionantes Socialmente Construídos (Enacted) das Práticas Estratégicas em Ambientes Altamente Institucionalizados. "O objetivo deste estudo foi examinar a relação entre práticas estratégicas e propriedades construídas (enacted) dentro do contexto dos dirigentes das congregações de uma Igreja de confissão evangélica de Curitiba, um ambiente altamente institucionalizado". Segundo os autores, o estudo revela a existência de equifinalidade das práticas estratégicas "à medida que diferentes ações são empregadas para reforçar as mesmas propriedades de um contexto coletivamente decretado".

O antepenúltimo artigo deste número, de Carolina Lescura, Mozar José de Brito, Alex Fernando Borges e Mônica Carvalho Alves Cappelle, com o título Representações Sociais sobre as Relações de Parentesco: Estudo de Caso em um Grupo Empresarial Familiar, busca compreender as representações sociais das relações de parentesco em um grupo constituído por doze organizações do ramo farmacêutico, situadas em Minas Gerais. "As análises evidenciaram a ocorrência de duas grandes representações: parentesco como integração social e mecanismo de manutenção da ordem organizacional vigente e parentesco como "fonte" de conflito".

A seguir, Eduardo Botti Abbade, Roselaine Ruviaro Zanini e Adriano Mendonça Souza nos trazem seu artigo intitulado Orientação para Aprendizagem, Orientação para Mercado e Desempenho Organizacional: Evidências Empíricas. Esta pesquisa buscou identificar "de que forma a Orientação para Aprendizagem (OPA) e a Orientação para Mercado (OPM) influenciam o desempenho das empresas da região central do Rio Grande do Sul". O trabalho envolveu 123 empresas e os resultados "sugerem que a OPM exerce influência positiva e significativa no desempenho organizacional das empresas pesquisadas. Foi constatado também que a OPM influencia significativamente o Desempenho Organizacional, quando intermediada pela OPA; assim como a OPA exerce influência significativa no desempenho das organizações, quando intermediada pela OPM".

Por fim, temos o trabalho denominado A Influência dos Valores Organizacionais no Desempenho de Agências Bancárias, de Wagner Fabiano de Melo e Silvia Marcia Russi De Domenico. Neste trabalho, os autores buscam verificar a influência dos valores organizacionais de agências bancárias no seu desempenho. "O Inventário de Perfis de Valores Organizacionais (IPVO) foi adaptado para a mensuração dos valores organizacionais das agências. O desempenho de cada agência foi medido de forma objetiva, pelo percentual de metas integralmente realizadas no ano de 2009". A amostra foi composta por 271 agências, cujos dados relativos aos valores organizacionais foram proporcionados por 720 respondentes.

Na seção de Casos de Ensino, temos o caso das Sandálias Kenner, de autoria de Fernanda Chagas Borelli, Marcus Wilcox Hemais e Pedro Ivo Rogedo Costa Dias.

Seguem-se as seções de Resenhas e de Notas Bibliográficas.

A todos uma excelente leitura, e ao Prof. Herbert nossas mais calorosas boas vindas!

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