Arquiteturas organizacionais para a área de P&D em empresas do setor elétrico brasileiro



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Jaelton Avelar Fernandino
Janete Lara de Oliveira

Resumo

Este artigo busca identificar os modelos de arquiteturas organizacionais que estão sendo adotados por empresas do setor elétrico brasileiro para gerenciar o programa de Pesquisa e Desenvolvimento [P&D] instituído a partir da Lei n. 9.991 (2000) e operacionalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica [ANEEL]. Adotaram-se as cinco dimensões propostas pelo Modelo Estrela de Galbratih (1995): estratégia, estrutura, processos, pessoas e sistemas de recompensa para analisar como as concessionárias de energia elétrica estão estruturando suas áreas de P&D. Foram pesquisadas quatro concessionárias de energia elétrica, por meio de análise documental e entrevistas; os resultados indicam a existência, basicamente, de dois modelos de arquiteturas para estruturação da área de P&D dessas empresas. O primeiro apresenta-se mais estruturado, em termos do planejamento de P&D, e é gerenciado por meio de estrutura organizacional informal e enxuta. Os investimentos para treinamento são modestos, bem como os incentivos de participação. O segundo identifica a existência de áreas formais para gerenciamento do programa, embora as estratégias para investimentos em P&D não se encontrem bem definidas. Novos estudos que possibilitem avaliar a relevância do modelo de arquitetura organizacional adotado para o desempenho das carteiras de projetos são pertinentes e relevantes.

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Como Citar
Fernandino, J. A., & Oliveira, J. L. de. (1). Arquiteturas organizacionais para a área de P&D em empresas do setor elétrico brasileiro. Revista De Administração Contemporânea, 14(6), 1073-1093. https://doi.org/10.1590/S1415-65552010000700006
Seção
Artigos