A não-globalização tecnológica da indústria brasileira de polímeros medida por meio de patentes



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Carlos A. Hemais
Elizabeth Omar Ribeiro da Rosa
Henrique Machado Barros

Resumo

É discutido o processo de globalização tecnológica, tomando-se por base o que vem ocorrendo com a indústria brasileira de polímeros. A metodologia adotada abrangeu o desenvolvimento de uma base de dados que contém todos os depósitos de patentes feitos no Brasil de 1985 a 1995, bem como entrevistas com executivos de empresas dessa indústria, ligados à área de tecnologia. A análise da base de dados revela que empresas multinacionais patenteiam seus inventos regularmente como extensão de suas atividades de P&D. Por outro lado, os depósitos feitos por residentes se apresentam de forma aleatória, evidenciando um comportamento eventual e a falta de interesse pela proteção legal dos resultados das pesquisas. Como principal conclusão, a pesquisa sugere que não existe o processo de globalização tecnológica nessa indústria.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Hemais, C. A., Rosa, E. O. R. da, & Barros, H. M. (1). A não-globalização tecnológica da indústria brasileira de polímeros medida por meio de patentes. Revista De Administração Contemporânea, 3(3), 157-176. https://doi.org/10.1590/S1415-65551999000300008
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Carlos A. Hemais, University of Warwick

Ph.D. em Estudos Industriais e de Negócios pela University of Warwick, UK. Professor Adjunto e Coordenador do Grupo de Gestão Tecnológica do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse em pesquisa são organização de pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia, patentes, indústria brasileira de polímeros, mercado de produtos poliméricos e impacto ambiental da reciclagem de plásticos.

Elizabeth Omar Ribeiro da Rosa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em Ciência e Tecnologia de Polímeros pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Analista de Patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, além de Pesquisadora do Grupo de Gestão Tecnológica do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse em pesquisa são patentes, indústria de polímeros no Brasil. 

Henrique Machado Barros, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em Ciência e Tecnologia de Polímeros pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisador do Grupo de Gestão Tecnológica do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse em pesquisa são organização de pesquisa e desenvolvimento, indústria de polímeros no Brasil.