Diversificação e desempenho em empresas industriais brasileiras: um estudo empírico no período de 1997 a 2001

Pablo Rogers, Wesley Mendes-da-Silva, Germano Mendes de Paula

Resumo

Diversos estudos, em diferentes países, têm buscado verificar a associação existente entre a diversificação de negócios e o desempenho corporativo. Essencialmente, três modelos têm sido testados para descrever essa associação: o modelo linear, o modelo curvilíneo ('U invertido') e o modelo intermediário. Esse trabalho tem por objetivo estudar esta possível relação a partir de evidências empíricas que dizem respeito às empresas industriais brasileiras. Usando dados de companhias de capital aberto no período 1997-2001, procedeu-se a uma análise de painel por meio dos métodos de Efeitos Fixos e Efeitos Aleatórios. Os dados não apresentaram aderência suficiente para aceitar a existência de um efeito positivo entre estratégias de diversificação e desempenho, seja linearmente seja exponencialmente. Assim, o modelo que apresentou melhor grau de ajuste aos dados foi o modelo curvilíneo por meio das formas funcionais quadrática e cúbica, o que sugere a existência de pontos em que os custos marginais da diversificação superam os benefícios marginais e vice-versa. Porém a relação mostrou-se indefinida, não sendo possível concluir se ocorre sob a forma de 'U' ou de 'U invertido'. Os principais resultados obtidos na pesquisa apóiam algumas evidências empíricas encontradas em outros países emergentes.

Palavras-chave

estratégias corporativas; diversificação; desempenho financeiro

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