Organizational design for institutional change: the case of MPB festivals, 1960 to 1968



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Charles Kirschbaum

Resumo

Uma preocupação central na pesquisa inserida no neo-institucionalismo é o surgimento de campos organizacionais. Esse artigo explora a emersão do campo da MPB em paralelo com a organização de festivais de música nos anos sessenta. Os festivais foram importantes ao combinar músicos, júri e a platéia em um fórum relativamente protegido da influência da indústria fonográfica. Através dessa interação foi possível a introdução e difusão de novas tendências no campo de música popular. Ao mesmo tempo, os festivais permitiram a consagração da categoria MPB como uma forma artística distinta do restante da música popular. A estrutura dos festivais provocou duas conseqüências nãointencionais: o conflito entre os músicos e a platéia, e entre os músicos e o juri. Enquanto vários músicos lutavam para conquistar a autonomia para a sua atividade artística, a platéia exigia supremacia. Como resultado, vários músicos exerceram pressão sobre os júris para proteger os critérios estéticos da influência da platéia. A conclusão propõe uma avaliação crítica do papel dos festivais na evolução do campo da MPB.

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Como Citar
Kirschbaum, C. (2018). Organizational design for institutional change: the case of MPB festivals, 1960 to 1968. Revista De Administração Contemporânea, 10(spe), 197-212. https://doi.org/10.1590/S1415-65552006000500010
Seção
Fórum Especial: a Teoria Institucional nos Estados Organizacionais Brasileiros
Biografia do Autor

Charles Kirschbaum, Fundação Getulio Vargas

Doutor em Estratégia Empresarial pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Professor do Centro Universitário da FEI. Suas áreas de interesse em pesquisa são campos organizacionais, redes sociais, estratégias cooperativas, indústrias criativas, sociologia das artes.