Uma visita ao Barão



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Carlos Osmar Bertero
Tatiana Iwai

Resumo

A figura do Barão de Mauá ocupa lugar de indiscutível destaque no desenvolvimento econômico do Brasil. Sua trajetória é largamente analisada não apenas pelas importantes realizações que promoveu, mas também porque se tornou símbolo de um empreendedor, cuja falência dos negócios é freqüentemente debitada a um contexto institucional, que não soube entender sua visão de desenvolvimento para o país e foi hostil a seus projetos de industrialização e modernização do Brasil. No entanto, se revisitarmos sua trajetória, veremos que não apenas suas ações empresariais podem ser consideradas equivocadas, se analisadas à luz dos atuais conceitos desenvolvidos na área de estratégia, como também guardaram certa intimidade com a política governamental da época. Dessa maneira, Mauá foi, em certo grau, prisioneiro do contexto institucional brasileiro do período. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é rever a posição de que Mauá, como empreendedor do tipo clássico, opôs-se à ordem institucional vigente e, por isso, teria sido punido. Na verdade, veremos que, se ele se opôs a essa ordem, nela também confiou e passou a dela depender.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Bertero, C. O., & Iwai, T. (1). Uma visita ao Barão. Revista De Administração Contemporânea, 9(spe2), 1-17. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000600002
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Carlos Osmar Bertero, Cornell University

Doutor pela Cornell University. Presidente da ANPAD e Professor Titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). Ensina, pesquisa e atua nas áreas de Estratégia Empresarial e Organizações.

Tatiana Iwai, Fundação Getulio Vargas

Mestranda em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). Suas áreas de interesse em pesquisa são estudos organizacionais e estratégia.