Uma crítica à crítica domesticada nos estudos organizacionais



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Maria Ceci Misoczky
Jackeline Amantino-de-Andrade

Resumo

Este é um artigo de posição; um texto provocador do debate e do contraditório. O argumento desenvolvido gira em torno de diferentes concepções sobre emancipação, e suas conseqüências para a realização da crítica. Introduz-se os estudos críticos em administração, sob a perspectiva desenvolvida por Alvesson e Willmott. Posteriormente, se discute a emancipação, tendo como referência as formulações da Escola de Frankfurt em suas diferentes fases. Considera-se, então, um artigo de Alvesson e Willmott dedicado à emancipação e sua resultante transmutação em microemancipação, domesticando a crítica nos estudos organizacionais. Em oposição, adota-se uma definição de emancipação que repousa na produção dos autores latino-americanos Enrique Dussel e Paulo Freire, além de recuperar as abordagens dos teóricos da primeira fase da Escola de Frankfurt. Além disso, se reverencia a produção crítica brasileira. Encerra-se com uma breve consideração sobre a inscrição da crítica como uma oposição à ciência funcional.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Misoczky, M. C., & Amantino-de-Andrade, J. (1). Uma crítica à crítica domesticada nos estudos organizacionais. Revista De Administração Contemporânea, 9(1), 193-210. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000100010
Seção
Documentos e Debates
Biografia do Autor

Maria Ceci Misoczky, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Administração pelo PPGA/UFRGS, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS e Médica Sanitarista. Docente e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suas áreas de interesse em pesquisa são: práticas não gerenciais de organizar, formação de políticas públicas e gestão em saúde.

Jackeline Amantino-de-Andrade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora Adjunta da Universidade Federal de Pernambuco. Pesquisadora do Observatório da Realidade Organizacional. Suas áreas de interesse de pesquisa são: teoria do ator-rede e formação de políticas públicas.