Dos corpos em rede às máquinas em rede: reestruturação do trabalho bancário e constituição do sujeito



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Carmen Lígia Iochins Grisci

Resumo

O presente artigo resulta de uma pesquisa que trata da inter-relação trabalho, tempo e subjetividade, focando-se na reestruturação do trabalho bancário e constituição do sujeito. Trata-se de um estudo de caso realizado em instituição bancária; os dados foram coletados em fontes documentais e iconográficas, discussões com grupos focais e entrevistas individuais semidirigidas. A análise dos dados seguiu orientações de Thompson para a Metodologia da Hermenêutica de Profundidade e discute dois eixos centrais: historicidade e modos organizacionais, e reestruturação do trabalho e constituição do sujeito. Os resultados da pesquisa apontam para a constituição de um sujeito que, em plena reestruturação do trabalho bancário, se vê desalojado das certezas em face da intensificação da pressão à aceitação das mudanças incessantes, regidas por modos de apresentação como inevitabilidade, instantaneidade e intensidade que vêem a acarretar supersolicitação e sofrimento psíquico.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Grisci, C. L. I. (1). Dos corpos em rede às máquinas em rede: reestruturação do trabalho bancário e constituição do sujeito. Revista De Administração Contemporânea, 7(1), 87-108. https://doi.org/10.1590/S1415-65552003000100005
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Carmen Lígia Iochins Grisci, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração e Coordenadora do Grupo Interdisciplinar de Estudos da Inovação e do Trabalho da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de Pesquisadora do CNPq. Sua área de interesse em pesquisa é transformações do trabalho, tempo e subjetividade.