Avaliação do desempenho de gestores de investimentos sem recurso a carteiras padrão



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Carlos Machado-Santos
Manuel José da Rocha Armada

Resumo

Em alternativa ao que tradicionalmente tem vindo a ser feito na área da avaliação do desempenho de gestores de carteiras de investimentos, alguns autores propuseram novas abordagens no sentido de se obterem medidas de performance, recorrendo à informação contida na composição dessas carteiras. Muito recentemente foram sugeridas novas metodologias que, para além de utilizarem como inputs a composição dos fundos a avaliar, não utilizam nenhum índice de mercado como carteira padrão, evitando desta forma a questão, largamente debatida e criticada na literatura, dos possíveis enviezamentos causados pela utilização de benchmarks ineficientes. Neste contexto, e com base numa amostra de seis fundos de investimento mobiliário para o mercado português, procedemos a um estudo na base da metodologia proposta por Grinblatt e Titman (1993). Os resultados indicam que os fundos obtiveram retornos globais positivos. Para os subperíodos estudados, a evidência empírica indica que os mesmos gestores parecem alcançar uma melhor performance quando o mercado accionista sofre variações negativas, o mesmo não se verificando quando este mercado varia positivamente e de forma acentuada.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Machado-Santos, C., & Armada, M. J. da R. (1). Avaliação do desempenho de gestores de investimentos sem recurso a carteiras padrão. Revista De Administração Contemporânea, 1(3), 31-55. https://doi.org/10.1590/S1415-65551997000300003
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Carlos Machado-Santos, Universidade do Minho

Mestre em Gestão e Doutorando em Ciências Empresariais na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Braga, Portugal. Professor Assistente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho. Sua área de interesse em pesquisa é avaliação do desempenho dos gestores de carteiras de investimento, especialmente no que se refere àquelas que possuem produtos financeiros derivados (futuros e opções).

Manuel José da Rocha Armada, Universidade do Minho

Doutor pela Manchester Business School, UK, e Mestre pela Universidade de Kent, Canterbury - UK. Professor Associado e Vice-Presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Braga, Portugal, além de responsável pela área de Finanças Empresariais do Mestrado de Gestão de Empresas. Ex-Diretor do Centro de Estudos em Economia e Gestão da Universidade do Minho. Suas áreas de interesse em pesquisa são gestão de carteiras de investimentos em geral e avaliação do desempenho de gestores de investimento, em particular.