A valorização do estrangeiro como segregação nas organizações



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Fernando C. Prestes Motta
Rafael Alcadipani
Ricardo B. Bresler

Resumo

A marca característica da cultura brasileira é a heterogeneidade. Além dela, alguns traços culturais despontam como marcantes em nosso país: o paternalismo, a malandragem, grande distância entre as camadas sociais e a valorização do estrangeiro. Pretendemos analisar a valorização do estrangeiro, ou melhor, o estrangeirismo, a partir de duas leituras distintas da cultura brasileira, sendo que a primeira servirá de suporte para a segunda, uma vez que são visões complementares e que se sustentam. A primeira análise e primeira parte deste ensaio foi desenvolvida por meio das figuras retóricas do colono e do colonizador apresentadas por Calligaris (1991). A segunda se dará no levantamento histórico-cultural desse traço e sua presença ao longo da formação nacional. Por fim, tentaremos argumentar que, no mundo organizacional, o estrangeirismo tem forte papel de segregação, papel este que vem sendo negligenciado nas análises do estrangeirismo no mundo organizacional.

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Como Citar
Motta, F. C. P., Alcadipani, R., & Bresler, R. B. (2018). A valorização do estrangeiro como segregação nas organizações. Revista De Administração Contemporânea, 5(spe), 59-79. https://doi.org/10.1590/S1415-65552001000500004
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Fernando C. Prestes Motta, Fundação Getulio Vargas

Doutor em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Professor Titular do Departamento de Organização e Recursos Humanos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Suas áreas de interesse em pesquisa são teoria organizacional, cultura brasileira e organizações, poder nas organizações, análises psicanalíticas das organizações.

Rafael Alcadipani, Fundação Getulio Vargas

Graduado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Mestrando em Organizações e Recursos Humanos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Suas áreas de interesse em pesquisa são estudos críticos em administração, cultura organizacional e cultura brasileira, análise organizacional pós-estruturalista.

Ricardo B. Bresler, Fundação Getulio Vargas

Doutor em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Professor do Departamento de Organização e Recursos Humanos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, além de Editor Regional da Human Resource Development International. Suas áreas de interesse em pesquisa são estudos organizacionais e cultura brasileira, práticas emancipatórias de poder nas organizações.