Efeitos do Modelo de Fleuriet e Índices de Liquidez na Agressividade Tributária

Viviane Ferreira de Oliveira Chiachio, Antonio Lopo Martinez

Resumo

A necessidade de capital de giro e o índice de liquidez influenciam na agressividade fiscal? O artigo investiga se o nível de agressividade fiscal se altera dependendo da estrutura financeira de uma empresa, tendo por base o Modelo Fleuriet para análise dinâmica do capital de giro. O planejamento tributário é uma forma de se obter recursos internamente e, de acordo com a Pecking Order Theory, os recursos internos são os primeiros utilizados pelas empresas para financiarem suas atividades. Um modelo de regressão linear múltipla para dados em painel com efeitos fixos de empresa e ano foi adotado para testar a relação. Como variáveis de interesse utilizaram-se variáveis dummy, uma para cada tipo de estrutura financeira proposta pelo Modelo Fleuriet. Em uma amostra composta por 2.142 empresas-ano listadas na B3 entre 2010 a 2016 verificou-se que, tanto nas empresas mais saudáveis quanto nas menos saudáveis, não há diferença significativa no nível de agressividade fiscal entre as empresas classificadas de acordo com as estruturas do Modelo Fleuriet. Porém as análises adicionais para o Índice de Liquidez Dinâmico e o Índice de Liquidez Geral mostraram que quanto maior a liquidez menor é a agressividade fiscal. Os achados apontam que uma maior agressividade fiscal pode ser explicada em parte por uma dificuldade de liquidez.

Palavras-chave

agressividade fiscal; capital de giro; liquidez e risco; estruturas financeiras; modelo Fleuriet

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