As melhores empresas para trabalhar no Brasil e a qualidade de vida no trabalho: disjunções entre a teoria e a prática



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Suzana da Rosa Tolfo
Valmíria Carolina Piccinini

Resumo

O artigo discute os resultados de pesquisas sobre as melhores empresas para trabalhar no Brasil, divulgadas pela revista Exame nos anos de 1997, 1999 e 2000. Os pesquisadores identificaram as 30, 50 e 100 empresas que ofereceram, nos respectivos anos, as condições mais atraentes para os trabalhadores, com base em dimensões que permitem avaliar as melhores práticas em recursos humanos. Os itens pesquisados apresentam estreita similaridade com o modelo de Walton (1973) de qualidade de vida no trabalho. O método utilizado foi caracterizado como exploratório-descritivo. A análise dos dados demonstra que as organizações cujas práticas foram avaliadas de forma mais positiva pelos seus empregados nos anos de 1997 e 1999 enfatizam, em primeiro lugar, o orgulho do trabalho e da empresa. No ano de 2000 o principal aspecto valorizado foi a oportunidade de carreira e treinamento. No conjunto, observou-se uma redução do número de empresas e de itens em relação aos quais elas receberam a avaliação máxima por parte dos empregados.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Tolfo, S. da R., & Piccinini, V. C. (1). As melhores empresas para trabalhar no Brasil e a qualidade de vida no trabalho: disjunções entre a teoria e a prática. Revista De Administração Contemporânea, 5(1), 165-193. https://doi.org/10.1590/S1415-65552001000100010
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Suzana da Rosa Tolfo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora Adjunta do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Suas áreas de interesse em pesquisa são reestruturação produtiva, organização do trabalho, novas tecnologias.

Valmíria Carolina Piccinini, Universidade Pierre Mendes

Doutora em Economia do Trabalho e da Produção pela Universidade Pierre Mendes, Grenoble, França. Professora Adjunta do Departamento de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suas áreas de interesse em pesquisa são reestruturação produtiva, organização do trabalho, novas tecnologias.