Competição Bancária: Comparação dos Comportamentos de Bancos Públicos e Privados



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Tiago Sammarco Martins
Adriana Bruscato Bortoluzzo
Sérgio Giovanetti Lazzarini

Resumo

Os bancos públicos representam uma parcela importante do mercado bancário no Brasil e no mundo, e têm sido utilizados como instrumentos dos governos para buscar objetivos sociais e políticos. Apesar de um dos principais argumentos para a existência de bancos públicos ser o incentivo à competição, esse papel ainda é controverso na literatura. Este artigo analisa o mercado bancário brasileiro no período de 2000 a 2011, calculando o nível de competição entre bancos públicos e privados, e suas reações às medidas adotadas pelo governo brasileiro durante a crise mundial de 2008, período em que este adotou publicamente a postura de exercer pressão política sobre os bancos públicos para aumento de concessões de crédito e redução de taxas de juros. Com base nos resultados de um modelo de regressão em três estágios, visando estimar o índice de Lerner dos bancos, foi constatado que os bancos públicos apresentam comportamento mais próximo à competição perfeita do que os privados, ainda que aqueles tenham algum poder de mercado. Também foi observada mudança de comportamento dos bancos após a crise de 2008, tanto para os públicos como para os privados, sendo que ambos apresentaram aumento em seus níveis de competição.

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Como Citar
Martins, T. S., Bortoluzzo, A. B., & Lazzarini, S. G. (2018). Competição Bancária: Comparação dos Comportamentos de Bancos Públicos e Privados. Revista De Administração Contemporânea, 18(spe), 86-108. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20141876
Seção
Artigos