O Que Gestão Estratégica Tem a Ver com Capitalismo(s)?



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Alexandre de Almeida Faria
Takeyoshi Imasato
Ana Lucia Malheiros Guedes

Resumo

Os debates acerca do capitalismo no contexto de sucessivas crises da globalização neoliberal, apesar de negligenciados pela literatura de gestão estratégica (GE), são de central importância para estrategistas e acadêmicos de economias emergentes. Informados pela hegemonia do capitalismo histórico ocidental e, em resposta à vinculação da literatura de GE dos EUA aos discursos do capitalismo neoliberal como opção única, a literatura europeia abraçou a teoria de variedades de capitalismo e construiu a abordagem de estratégia como prática social. Por meio de um diálogo com a área de estudos internacionais, este artigo discute que a hegemonia euro-americana contemporânea em GE ajuda a construir a autoridade legítima de estrategistas das grandes corporações, tanto a invisibilizar estrategistas euro-americanos de Estado quanto a deslegitimar estrategistas e organizações do resto do mundo que representam outros tipos de capitalismo ou alternativas ao ocidentalismo histórico. Ao final, os autores argumentam que o campo de estratégia no Brasil deve fomentar uma perspectiva de geopolítica do conhecimento em estratégia que ajude a superar algumas das restrições impostas pelo capitalismo histórico ocidentalista e a permitir a difusão de outros tipos de capitalismo e alternativas não ocidentalistas.

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Como Citar
Faria, A. de A., Imasato, T., & Guedes, A. L. M. (2018). O Que Gestão Estratégica Tem a Ver com Capitalismo(s)?. Revista De Administração Contemporânea, 18(spe), 2-21. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20141177
Seção
Artigos