Estresse, Enfrentamento e Qualidade de Vida: Um Estudo Sobre Gerentes Brasileiros



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Andre Barcaui
Ana Cristina Limongi-França

Resumo

Este estudo analisa a relação entre o estresse percebido no trabalho, a estratégia de enfrentamento adotada e a qualidade de vida de gerentes atuantes em organizações brasileiras. Foram aplicados três instrumentos em conjunto: o Job Stress Scale, de Karasek, o Coping with Job Stress, de Latack, e o WHOQOL - Bref, da OMS, em uma amostra de 1.290 gerentes distribuídos pelo Brasil. Aplicou-se uma análise de correlação entre as variáveis: estresse, qualidade de vida e estratégia de enfrentamento. Para melhor avaliar a relação das três dimensões de interesse, foram desenvolvidos modelos de regressão linear e regressão logística. Os achados demonstraram que a maior parte dos gerentes encontra-se em um nível elevado de estresse, mas com bom suporte social e boa percepção quanto à sua qualidade de vida. A maioria utiliza estratégias de controle para enfrentamento do estresse. As estratégias de controle e administração de sintomas influenciam significativamente a percepção de qualidade de vida, enquanto que estratégias de evitação implicam em diminuição dessa percepção. Gerentes com alta tensão (Karasek & Theorell, 1990) tendem a ter uma qualidade de vida mais pobre, mesmo moderada pelo apoio social.

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Como Citar
Barcaui, A., & Limongi-França, A. C. (1). Estresse, Enfrentamento e Qualidade de Vida: Um Estudo Sobre Gerentes Brasileiros. Revista De Administração Contemporânea, 18(5), 670-694. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20141865
Seção
Artigos