Competitividade organizacional: uma tentativa de reconstrução analítica



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Clóvis L. Machado-da-Silva
Valéria Silva da Fonseca

Resumo

Neste final de século, o processo de globalização dos mercados e seu efeito sobre os padrões de conduta econômica, política, social e organizacional, vêm assumindo importância crescente, compondo um cenário no qual a competitividade emerge como uma questão imperativa. Em decorrência, intensificam-se na literatura especializada as discussões em torno da necessidade de elaboração de um conceito de competitividade mais claro e abrangente, que transcenda a tendência existente no campo da microeconomia de associá-la somente à indicadores de desempenho ou de eficiência técnica. Para tanto, economistas menos ortodoxos têm sugerido vinculações a fatores como estratégia e padrões de concorrências setoriais, estudiosos organizacionais têm enfatizado mecanismos de seleção e de exclusão competitiva, pressupondo a relevância de se considerar a influência das circunstâncias ambientais. No entanto, na essência tais abordagens ainda se concentram na avaliação da eficiência de aspectos organizacionais. Acredita-se que o problema reside no fato de ambas confinarem o seu tratamento do ambiente aos limites do mercado ou de uma população de organizações, menosprezando a força das pressões que os rodeiam. Esse é foco de análise da teoria institucional. Portanto, pretende-se apresentar no presente artigo alguns pressupostos da teoria microeconômica e da teoria institucional, e demonstrar seu potencial de interseção e de consequente aplicação ao exame mais apurado do fenômeno da competitividade.

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Como Citar
Machado-da-Silva, C. L., & Fonseca, V. S. da. (2018). Competitividade organizacional: uma tentativa de reconstrução analítica. Revista De Administração Contemporânea, 14(spe), 33-49. https://doi.org/10.1590/S1415-65552010000600003
Seção
Artigos