O campo de estudo sobre redes de cooperação interorganizacional no Brasil



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Alsones Balestrin
Jorge Renato Verschoore
Edgar Reyes Junior

Resumo

O presente artigo tem como objetivo trazer maiores evidências às características do campo de estudos sobre redes de cooperação interorganizacionais no Brasil. A pesquisa de campo foi conduzida por meio de uma análise bibliométrica em 116 artigos publicados nos principais veículos de difusão científica na área de estudos organizacionais, entre os anos 2000 e 2006. Os procedimentos metodológicos utilizados seguiram as orientações do trabalho de Oliver e Ebers (1998). Entre os principais resultados, destaca-se o seguinte quinteto. (1) Quatro teorias: estratégia, dependência de recursos, redes sociais e institucional, que consolidam a base conceitual predominante na orientação dos estudos. (2) As pesquisas foram conduzidas, em sua grande maioria, por abordagens qualitativas e transversais. (3) As redes horizontais (simétricas), os antecedentes de necessidade de recursos materiais e imateriais, bem como os resultados de aprendizagem e de inovação apresentaram maior interesse nos estudos brasileiros. (4) As teorias de estratégia, dependência de recursos, custos de transação, redes sociais e institucional possuem a maior centralidade geodésica relativamente às demais. (5) A teoria de redes sociais demonstrou forte centralidade de intermediação entre as teorias consideradas neste estudo.

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Como Citar
Balestrin, A., Verschoore, J. R., & Reyes Junior, E. (1). O campo de estudo sobre redes de cooperação interorganizacional no Brasil. Revista De Administração Contemporânea, 14(3), 458-477. https://doi.org/10.1590/S1415-65552010000300005
Seção
Artigos