Influências sociais nas atitudes dos 'Top' executivos em face da aposentadoria: um estudo transcultural



Artigo principal Conteúdo

Lucia Helena de Freitas Pinho França

Resumo

Este estudo examina a influência dos preditores sociais nas atitudes em face da aposentadoria em 517 'top' executivos do Brasil e da Nova Zelândia. Os preditores sociais foram representados por quatro medidas: a escala de percepção do trabalho (JPS), o índice da diversidade na alocação de tempo para as atividades/relacionamentos (SOD), a escala da influência da família e amigos na decisão da aposentadoria (FFIRD) e a escala de percepção da qualidade de vida nos países (PCQL). As influências desses preditores foram analisadas através de regressões múltiplas junto a duas outras escalas: a percepção dos ganhos na aposentadoria (EPGR) e a percepção das perdas (EPLR). Os resultados indicam que quanto mais positiva for a influência da família e dos amigos, maior será a importância dos ganhos atribuídos na aposentadoria para ambas as nacionalidades. Essa importância também é aumentada pela diversidade na alocação de tempo entre as atividades/relacionamentos, mas apenas para os executivos brasileiros. Os executivos brasileiros que percebem, positivamente, seus trabalhos, demonstram atitudes mais positivas nos relacionamentos, no lazer, nos hobbies e atividades culturais na aposentadoria. A percepção da qualidade de vida do país não influencia as atitudes em face da aposentadoria, mas representa a maior diferença entre os brasileiros e neozelandeses.

Histórico de Downloads

Não há dados estatísticos.


Detalhes do artigo

Como Citar
França, L. H. de F. P. (1). Influências sociais nas atitudes dos ’Top’ executivos em face da aposentadoria: um estudo transcultural. Revista De Administração Contemporânea, 13(1), 17-35. https://doi.org/10.1590/S1415-65552009000100003
Seção
Artigos