Accounting conservatism in Portugal: similarities and differences facing Germany and the United Kingdom

Leonor Fernandes Ferreira, Juan Manuel García Lara, Tiago Gonçalves

Resumo

Este trabalho analisa a existência de conservadorismo nas práticas contabilísticas das empresas e em que termos ele afecta a comparabilidade da informação financeira. Examina o conservadorismo evidenciado no balanço e na demonstração dos resultados, designadamente se práticas conservadoras que visem proteger os interesses dos credores sobreavaliam o valor contabilístico (Feltham & Olhson, 1995), e se os contabilistas adiam o reconhecimento de ganhos, ou boas notícias, enquanto reconhecem de imediato as perdas, ou más notícias (Basu, 1997). Seleccionou-se uma amostra de empresas não financeiras cotadas, tendo-se recolhido dados contabilísticos e de mercado de empresas portuguesas, alemãs e do Reino Unido. Conclui-se existir em Portugal os dois tipos de conservadorismo referidos nas demonstrações contábeis. Os resultados indicam um enviesamento de conservadorismo induzido pela divulgação de notícias sobre resultados das empresas maior no Reino Unido do que em Portugal e na Alemanha, e, o conservadorismo no balanço, aferido por uma maior sobrevalorização dos capitais próprios, é superior em Portugal ao que se observa no Reino Unido. Estes resultados têm implicações para quem regulamenta a contabilidade e têm utilidade pois ajudam a conhecer as propriedades das cifras contabilísticas.

Palavras-chave

regulamentação contabilística; harmonização; conservadorismo no balanço; conservadorismo nos resultados; mercados de capitais

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