Salton: a retomada da vantagem competitiva nos anos noventa



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Astor Eugênio Hexsel
Deonir De Toni

Resumo

Os relatos sobre empresas brasileiras que reverteram uma situação de desvantagem competitiva para uma de vantagem, durante a década de noventa, têm sido escassos. No presente artigo busca-se resposta para a seguinte indagação: Como a Salton, uma das maiores empresas do setor vinícola do país, reverteu uma posição de desvantagem competitiva, no final dos anos oitenta, para uma de vantagem sustentável, durante os anos noventa? Para responder a questão de pesquisa foram utilizados, de forma simultânea, conceitos associados à teoria com base em sistemas e com base em recursos. Constata-se que durante o período de dificuldades, a empresa preservou recursos e capacitações, como a marca, instalações físicas próximas das fontes de fornecimento e um bom relacionamento com os clientes, que foram básicos para a retomada do crescimento. Observando-se a atual posição de vantagem competitiva da empresa, interpreta-se que esta decorre de um sistema de atividades bem articulado, da presença de economias de escala, da ocupação da capacidade instalada, do processo de integração com fornecedores e da localização das instalações físicas.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Hexsel, A. E., & De Toni, D. (1). Salton: a retomada da vantagem competitiva nos anos noventa. Revista De Administração Contemporânea, 7(3), 57-75. https://doi.org/10.1590/S1415-65552003000300004
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Astor Eugênio Hexsel, Universidade de São Paulo

Doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo. Professor do Curso de Administração da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, além de Consultor de Empresas. Suas áreas de interesse em pesquisa são estratégia, estratégia para mercados globais, marketing.

Deonir De Toni, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestre e Doutorando em Administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suas áreas de interesse em pesquisa são estratégia, comportamento do consumidor e gestão de produto.