Gestores, Engajamento e Comportamentos Políticos: Uma Relação Não Linear

Romulo Matos de Moraes, Aridelmo José Campanharo Teixeira

Resumo

Contexto: normalmente ligados aos centros de poder e tomada de decisão, os gestores encontram-se mais próximos aos efeitos da Percepção de Política nas Organizações, um fenômeno considerado contraproducente, porém inerente à própria existência das instituições. Objetivo: este estudo investiga como gestores de diversas empresas, com diferentes níveis de Engajamento no Trabalho encaram a presença de comportamentos políticos em suas organizações. Método: dados de uma survey com 1498 gestores foram submetidos a análise de clusters; regressões múltiplas lineares e não lineares subsidiaram testes de hipóteses. Resultados: na maioria dos casos analisados, a resiliência, o envolvimento e a concentração mitigaram a percepção de comportamentos políticos na organização. Entretanto, constatou-se uma quebra de paradigma entre os altamente engajados: o Engajamento impactou no aumento da Percepção de Política. Conclusões: Engajamento no Trabalho e Percepção de Política na Organização relacionam-se de forma curvilínea, indicando que não são necessariamente antagônicos. O estudo indica que gestores emocionalmente e cognitivamente estruturados tendem a aumentar seu engajamento mesmo diante de uma elevada percepção de um ambiente político, revelando uma perspectiva positiva às práticas de gestão: fomentar um maior entendimento e conexão com o ambiente organizacional possivelmente trará resultados mais eficazes do que tentativas de coibir ou negligenciar os comportamentos políticos.

Palavras-chave

engajamento no trabalho; percepção de política na organização; comportamento organizacional; relacionamento não linear

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