Níveis de Complexidade e Inserção em uma Rede Social de Comunidades Terapêuticas



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Beatris Kemper Fernandes
Luis Gabriel Abravanel Santos
Bruno Henrique Rocha Fernandes

Resumo

Vários são os estudos sobre intensidade das relações e força de atores em redes sociais dentro do âmbito organizacional, mas poucos incluem a ideia de níveis de complexidade - termo derivado do conceito de work levels. No presente estudo, conduziu-se uma pesquisa multinível numa rede composta por 38 comunidades terapêuticas (CT) de Curitiba-PR e Região Metropolitana. Investigou-se o nível de complexidade da atuação do dirigente e o posicionamento da CT numa rede intraorganizacional (quando filial de instituições multiunidades), dentro da rede interorganizacional e com instituições além desta rede. Graus de complexidade elevados se mostraram associados à centralidade interna (inDegree) na rede e à articulação com atores fora da rede; já o posicionamento na rede intraorganizacional não apresentou correlação com níveis de complexidade. Na rede estudada, indivíduos que trabalham em maior nível de complexidade tendem a ocupar uma posição mais central e realizam mais contatos fora da rede. A correlação entre níveis de complexidade do dirigente e centralidade na rede não significa necessariamente uma relação causal. Limita-se a afirmar que a relação existe e que, provavelmente, os dois movimentos ocorrem simultaneamente.

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Como Citar
Fernandes, B. K., Santos, L. G. A., & Fernandes, B. H. R. (1). Níveis de Complexidade e Inserção em uma Rede Social de Comunidades Terapêuticas. Revista De Administração Contemporânea, 18(4), 446-464. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20141193
Seção
Artigos