Estrutura fractal em mercados emergentes



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Tulio Silva Ribeiro
Ricardo Pereira Câmara Leal

Resumo

A Hipótese de Eficiência do Mercado é uma das bases da moderna teoria de finanças e estabelece que o comportamento aleatório na variação dos preços decorre do fluxo de informações não antecipadas. Um de seus paradigmas define que a distribuição dos retornos dos preços é aleatória e normalmente distribuída. Neste artigo, avaliamos a hipótese de que o processo estocástico gerador dos retornos de diversos mercados emergentes da Ásia e das Américas segue um processo aleatório não-normal alfa-estável. Por meio de estimativas dos parâmetros da distribuição e de simulações, encontramos evidências de que esses retornos realmente seriam mais bem descritos pela distribuição alfa-estável ou distribuição fractal. Estas distribuições acomodam flutuações grandes e freqüentes de preço melhor, pois a probabilidade de perdas substanciais é maior do que a prevista por uma distribuição normal e a assimetria da distribuição é considerada. As estimativas fornecidas para modelos usuais de finanças, como os otimizadores de média e variância de Markowitz e o modelo de apreçamento de opções de Black e Scholes, podem ser mais bem estimadas por meio da distribuição alfa-estável.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Ribeiro, T. S., & Leal, R. P. C. (1). Estrutura fractal em mercados emergentes. Revista De Administração Contemporânea, 6(3), 97-108. https://doi.org/10.1590/S1415-65552002000300006
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Tulio Silva Ribeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduando em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desenvolve soluções via Internet para gestão de riscos de instituições financeiras.

Ricardo Pereira Câmara Leal, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diretor do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse em pesquisa são alocação estratégica de ativos, custo de capital, governança corporativa.