Learning curve? Which one?



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Paulo Prochno

Resumo

Curvas de aprendizado têm sido estudadas há bastante tempo. Esses estudos suportam fortemente a hipótese que, conforme as organizações produzem mais de um determinado produto, os custos unitários de produção caem numa taxa decrescente (veja Argote, 1999 para uma ampla revisão de estudos em curvas de aprendizado). Mas os mecanismos organizacionais que levam a esses resultados ainda não foram suficientemente explorados. Sabemos quais são alguns fatores causadores das curvas de aprendizado (ADLER; CLARK, 1991; LAPRE et al., 2000), mas ainda não sabemos muito sobre os detalhes dos processos organizacionais por trás dessas curvas. Através de um estudo etnográfico, eu trago um relato abrangente do primeiro ano de operações de uma nova fábrica de automóveis, descrevendo o que acontecia na área de montagem durante as mudanças mais relevantes na curva de aprendizado. A ênfase é portanto em como o aprendizado ocorreu nessa fábrica. Minha análise sugere que a curva geral de aprendizado é na verdade o resultado de um processo de integração que juntou várias curvas de aprendizado que aconteciam individualmente em diferentes áreas da organização. Ao final, proponho um modelo para entender a evolução dos processos de aprendizado e os mecanismos organizacionais que deram suporte a esses processos.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Prochno, P. (1). Learning curve? Which one?. Revista De Administração Contemporânea, 9(spe1), 159-176. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000500008
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Paulo Prochno, Insead

Ph.D. em administração de empresas pelo Insead, França. Professor de gerenciamento estratégico da Fundação Dom Cabral. Suas áreas de interesse em pesquisa são transferência de conhecimento, rotinas organizacionais, métodos qualitativos de pesquisa e teoria organizacional.