Editorial



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Tomás de Aquino Guimarães

Resumo

Apresentamos aos leitores da RAC a primeira edição especial de 2005, contendo oito artigos de alta qualidade, de autoria de renomados pesquisadores brasileiros, atuantes no campo da Administração. O conteúdo desta edição corresponde ao volume 1, número 1 e parte do volume 2, número 1 do periódico Brazilian Administration Review (BAR), editado pela ANPAD a partir do segundo semestre de 2004. A BAR é um periódico eletrônico, de periodicidade semestral e de circulação internacional, o que implica utilizar a língua inglesa como língua pátria nos textos a serem divulgados no referido periódico. A ANPAD publicará edições especiais da RAC, contendo os artigos divulgados na BAR, de modo a garantir, aos autores, a pontuação equivalente a "artigo publicado em periódico nacional A", conceito da RAC no Sistema Qualis da CAPES. Assim que o BAR for avaliada pela CAPES, tornar-se-á um periódico independente da RAC.

O primeiro texto é um ensaio no qual Clóvis L. Machado-da-Silva, Valéria Silva da Fonseca e João Marcelo Crubellate defendem uma visão multiparadigmática da teoria institucional, ressaltando que as noções de estrutura, agência e interpretação são mais apropriadamente tratadas quando definidas como elementos fundamentais da institucionalização como processo recorrente, garantido e condicionado, não determinado, por certo grau de estabilização dos sistemas sociais. Rodrigo Bandeira-de-Mello e Rosilene Marcon discutem, no segundo artigo, resultados de pesquisa realizada em uma amostra de 177 empresas de 15 distintos setores econômicos, que realizaram doações para fundos de campanhas de políticos, a respeito da habilidade dessas firmas para administrar alianças políticas consideradas valiosas em ambiente turbulento, como ocorre no Brasil. Em sua análise os autores constroem um modelo de medida do desempenho da empresa, adicionando ao modelo usual previsto na literatura o fator 'efeitos políticos'. O terceiro artigo, de Luiz Artur Ledur Brito e Flávio Carvalho de Vasconcelos, analisa a variância do desempenho de um conjunto de empresas brasileiras no período 1998-2001. Os resultados comprovam que os efeitos firma são dominantes, em comparação com os efeitos ano e ramo de negócios, configurando uma situação similar à existente no ambiente norte americano. No quarto artigo, Sérgio Fernando L. Rezende e Roberto Gonzalez Duarte, apoiados em três estudos de caso de aquisições de empresas que ocorreram no mercado brasileiro, sugerem que mudanças que se seguem às operações de aquisição devem ser analisadas em nível de rede, ou seja, além da relação entre adquirente e adquirida. No quinto artigo, Eduardo Côrtes de Castro e Paulo Negreiros Figueiredo discutem resultados de pesquisa realizada em uma unidade de uma empresa siderúrgica brasileira de grande porte, Companhia Siderúrgica Nacional, a respeito do papel de processos de aprendizagem na acumulação da capacidade tecnológica e na melhoria do desempenho de empresas. Os resultados indicam uma relação positiva entre essas variáveis. No sexto artigo, Eliane Franco e Ruy de Quadros Carvalho descrevem os esforços tecnológicos empreendidos por filiais de Corporações Transnacionais (TNCs) no Brasil, apoiados em uma amostra de 450 firmas com controle de capital estrangeiro em operação no Estado de São Paulo, em 1996. Foram identificadas estratégias tecnológicas distintas nas filiais de TNCs, que refletem diferentes padrões de esforço tecnológico, influenciados pelos seguintes atributos: tamanho da firma, setor industrial a que ela pertence e nacionalidade do capital controlador. Na seqüência, Paulo Prochno descreve, no sétimo artigo, o processo de aprendizagem ocorrido no primeiro ano de operações de uma fábrica de automóveis, sugerindo que a curva geral de aprendizado é resultante de um processo de integração de várias curvas de aprendizado que aconteciam, individualmente, em diferentes áreas da organização. O oitavo texto, de autoria de Ricardo Corrêa Gomes, descreve resultados de uma pesquisa desenvolvida com administrações locais inglesas no ano de 2001 e propõe um mapa de stakeholders adequado a qualquer tipo de administração local e que poderá ajudá-las no processo de definição de estratégias organizacionais.

Esperando que esta amostra de artigos atenda aos interesses dos públicos leitores da RAC e da BAR, desejamos uma boa leitura a todos, informando que, a exemplo da RAC, a BAR veio para durar.



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Como Citar
Guimarães, T. de A. (1). Editorial. Revista De Administração Contemporânea, 9(spe1), 1-2. https://doi.org/10.1590/S1415-65552005000500001
Seção
Editorial