O efeito priming na avaliação de ações antiéticas: um estudo experimental



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Bernardo de Abreu Guelber Fajardo
Guilherme Abib Leão

Resumo

O gerenciamento do comportamento ético é um dos problemas mais importantes e complexos enfrentados pelas organizações (Stead, Worrell, & Stead, 1990). Pesquisas recentes revelam um modelo de duplo processo de tomada de decisão ética sendo integrado de componentes conscientes e subconscientes (Reynolds, 2006). Neste ponto, destaca-se o trabalho de Welsh e Ordonez (in press), que ressalta o papel do priming enquanto fenômeno cognitivo capaz de afetar de maneira inconsciente certos padrões de decisão dos indivíduos. Nessa perspectiva, o presente trabalho desenvolve dois experimentos que exploram o processo pelo qual o priming poderia ativar os padrões morais dos indivíduos alterando a forma pela qual avaliariam certas situações cotidianas. Os resultados de ambos os estudos demonstram a efetividade do efeito priming, o qual levou os participantes a avaliar situações fraudulentas como mais graves e quem as comete como merecedores de punições mais severas. Corroborando os resultados de estudos anteriores, observou-se uma correlação positiva entre a avaliação da gravidade da situação e a punição prescrita, ressaltando-se, porém, como o priming pode fortalecer essa relação. Como implicações práticas para as organizações, nota-se que a utilização do priming pode fortalecer o ambiente organizacional em termos éticos, fazendo com que seus membros sejam menos coniventes com qualquer atitude errônea que observem.

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Como Citar
Fajardo, B. de A. G., & Leão, G. A. (1). O efeito priming na avaliação de ações antiéticas: um estudo experimental. Revista De Administração Contemporânea, 18(1), 59-77. https://doi.org/10.1590/S1415-65552014000100005
Seção
Artigos